27 de março de 2010

Gravity





É esta misteriosa força que nos agarra a todas as coisas, este suspiro de irrealidade que nos assombra a cada simples dia, puxa-me para o chão, prende-me sem que eu tenha direito a opinião e no final manifesta-te como mais uma dessas forças da natureza, é tão absurdo a grandiosidade de algo que não conseguimos compreender!
Tu e o teu mistério, Terra que atrais tudo para o teu centro, e a vida que me atrai para o seu fim de forma irresistível? Esse não tem explicação, existe e gravita em meu redor.
Respiro devagar, um bocadinho de cada vez, quero sentir o que me prende aqui, aquilo que não me deixa partir porque simplesmente é essa a sua função, ser a viver, manter-me, a mim e a todas as pessoas que vivem no mundo da lua, à superfície deste simples e esplêndido planeta, o meu planeta, o planeta de todos os que sorriem porque choram e choram porque não conseguem sorrir.
Assim, deverei partir, when gravity stop to arrest me anymore here, in this wonderful place.


Alice in wonderland






Por entre tantos tormentos de vivencias relativas, dou por mim à procura de algo que não existe, my wonderwal, my wonderland, my all, e, no final, apercebo-me que tudo reside na loucura pura e simples, afinal todas as pessoas têm a sua metade louca, inconcretizável.
É tão bom perceber que existirá sempre o nosso pais das maravilhas, que sempre nos poderemos aninhar no nosso pequeno mundinho de sonho e vivê-lo como se realmente existisse.
Todos os dias nos continuaremos a cruzar com rainhas de copas, com monstros e personagens bem mais assustadoras do que todas aquelas que existem nos contos infantis, mas é tão bom saber que tudo isso são pedras no caminho que só nos vão parar se o permitirmos.
Sim, o mundo não é um lugar simples, não é um lugar seguro mas há sempre o nosso mundo de fantasia, e sim, esse mundo não pertence só às crianças, é esse mundo que me leva a ser feliz dia após dia, é esse mundo que me ajuda a desmontar este mundo complexo em pedacinhos pequeninos e encontrar neles, nesses simples pedacinhos, a essência, a bondade… as coisas boas.
Há sempre, e quando digo sempre, é sempre, coisas boas a encontrar neste mundo de loucos, há sempre algo, há sempre um sorriso a espreitar subtilmente por trás de uma lágrima, sempre.

25 de março de 2010

21 de março de 2010

Sem sentido



Ao fim de décadas imaginarias de sentidos inaptos, de suspiros inconfundivelmente sentidos, as sensações iniciaram um processo de auto-destruição, os motivos de guerra apaziguaram e, no final, resta a paz pouco profunda que desce à superfície do ser para reclamar o seu tão ansiado momento de glória.
Por todos os momentos de incapacidade irracional, surgem vislumbres de percepção da realidade, instantes de uma loucura lúcida, quase fenomenal. É porque é Homem, é porque sente, é porque é e assim tem de ser. Sem sentido? E não é esse o sentido que procuramos? O sentido que não existe e, por isso, nunca é encontrado?
E aquele sorriso no rosto de uma criança… aquele que só temos quando não compreendemos e quando queremos ter  não somos, de todo, capazes de alcançar. Será um inaptidão crónica? Como se de doença se tratasse?
E eu? Tenho mais perguntas do que respostas. Ou será que as perguntas são o que realmente me importa?
Demasiado complexa… Não, sou de uma simplicidade tal que se torna difícil de compreender.
E o Homem? E a Guerra? Perturbações de insatisfação de quem não sabe sorrir, perdições de almas demasiado carregadas e assombradas pela necessidade de compreender o que não podem, por necessidade de ter o que não devem, por desejo de sentir o que não são capazes.
E a vida? Simples, para quem a despe das suas vestes pervertidas, para quem a olha sem os óculos escuros do preconceito. Dura, para quem das manhas da ilusão não se sabe libertar.

20 de março de 2010

Liberdade




Gostava de perceber porque não tem a verdade da liberdade valor nos dias de hoje. Porque tem uma criança de ser mais do que é, porque tem uma pessoa de fingir ser além daquilo que é capaz?
É demais para o mundo que haja tanta indiferença e falsidade, é demais para mim compreender que no mundo haja maldade capaz de tirar a liberdade a quem a merece por direito, é profundamente inquietante que não haja já valores que tenham importância, é demasiado preocupante que não haja preocupações que pesem na consciência de quem traz tanto mal ao mundo, as crianças são o melhor do mundo e apenas elas são detentoras da verdade, apenas elas são capazes de se expressar na simplicidade de uma abraço.
Será demais pedir que se reconheça o seu valor?